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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sarandi não não tem agentes de endemias!

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Há três meses os moradores de Sarandi não recebem a visita de um agente de combate ao mosquito da dengue. Em setembro, o contrato dos 32 funcionários temporários venceu e até agora nada foi feito. A cidade corre o risco de passar o verão, principal época de reprodução do mosquito, sem os agentes. Segundo a prefeitura, houve atraso na licitação para contratar a empresa que fará um concurso público para contratar novos funcionários.

O secretário de saúde da cidade, Murilo Beller disse que a demora da licitação está atrelada ao número de pessoas que serão contratadas. Além dos agentes, outros 250 funcionários públicos seriam recrutados. Porém, não há previsão para contratação. “Acredito que a licitação e o concurso sejam realizados ainda este ano”, disse.

Segundo o presidente do Conselho de Saúde, Noel Guimarães, apenas três funcionários estariam atendendo na cidade, mas só casos de emergência. “Os prazos da licitação estão vencendo e os recursos para realização do concurso são federais. Com isso, Sarandi corre o risco de ficar sem os agentes por quase um ano, praticamente”, explicou.
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Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá (RMM), está sem agentes de combate ao mosquito da dengue desde o fim do mês passado. O contrato dos 32 funcionários temporários venceu, e com isso a responsabilidade do cuidado ficou por conta de uma equipe não especializada e que atende apenas situações de emergência. A cidade de 91 mil habitantes apresenta a maior incidência da doença dentro da regional de saúde de Maringá, que abrange 30 municípios. Dos 123 casos confirmados em 2009, 53 foram em Sarandi.

A situação deve perdurar por pelo menos mais 60 dias, segundo os cálculos da Prefeitura de Sarandi. A administração pretendia contratar os novos agentes por meio de concurso público, mas o Ministério Público interveio para que a contratação se desse por meio de teste seletivo. O secretário de saúde foi exonerado durante a semana. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura informou que serão abertas 119 vagas, mas que as contratações serão feitas conforme a necessidade. O edital deve ser publicado dentro de 15 dias


Uma equipe de oito pessoas que normalmente atua junto às associações de bairros está encarregada pelo trabalho emergencial. A equipe, no entanto, não tem treinamento para combate à dengue. A prefeitura se diz preparada para uma situação de agravamento. “Não acreditamos nessa possibilidade, mas se porventura acontecer, vamos buscar soluções em outros expedientes”, disse Geraldo Irineu, porta-voz da administração.

De acordo com os números da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a incidência de casos confirmados de dengue em Sarandi é de 58,01 (por grupo de 100 mil habitantes). Maringá, com uma população de 330 mil habitantes, tem uma incidência de 14,25.

Ainda segundo a Sesa, não existe índice de incidência aceitável, visto que quando ele é diferente de zero indica que já existem casos confirmados. Nesse caso, as autoridades de vigilância em saúde precisam ficar em alerta.

Mais crise

A crise na saúde de Sarandi, não para por aí. Pacientes do pronto socorro esperam horas para serem atendidos. São apenas dois médicos para atender 350 pessoas. Quem necessita de tratamento fica até 6 horas na espera. Muitos moradores estão revoltados. É o caso da dona de casa Fátima da Silva que sofre de diabetes. “Estou me sentindo muito mal e não consigo atendimento”, disse.


O médico Hatin Kassab disse que está sendo dado prioridade aos atendimentos de emergência e que os outros pacientes menos graves são atendidos quando é possível. A assessoria da prefeitura está sendo feito uma reforma no setor da saúde e vai avaliar a contratação de mais profissionais.

Agentes de saúde em Paiçandu foram deslocados para outras funções

Paiçandu, também na RMM, passou essa semana por uma fiscalização do Ministério da Saúde (MS). A cidade faz parte de um grupo de 37 municípios paranaenses que são prioritários no combate à dengue. Dos 20 agentes de saúde da cidade, 8 foram transferidos para outras atividades. O efetivo restante não está dando conta das visitas aos domicílios. “Essas pessoas foram transferidas para outros departamentos, como o esporte. Fiz uma requisição ao prefeito para que a partir de segunda ou terça-feira eles retornem às suas funções”, explicou o secretário de saúde de Paiçandu, Célio Natera Pegorari.

A recomendação do MS diz que cada casa deve receber a visita dos combatentes pelo menos seis vezes ao ano. Para tanto, é necessário um agente para cada mil imóveis. Nas regiões onde o combate é prioritário, a proporção cai para 800 casas. Também se enquadram nessa exigência, as cidades de Maringá, Mandaguaçu, Marialva, Iguaraçu, Floresta, Santa Fé, Nova Esperança e Sarandi.

Outros números

Entre 1º de janeiro até 29 de agosto, o Paraná registrou 814 casos de dengue, sendo 702 autóctones (quando o contágio acontece dentro do estado) e 112 importados de outros estados. As regionais de saúde emitiram 8.221 notificações de casos suspeitos. Em 2008, no mesmo período (até a 34ª semana), haviam sido confirmados 752 casos, além de 14.868 notificações.

FONTE:portal.rpc.com.br/jm/online

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